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Como ler o seu exame de colesterol: total, LDL, HDL e triglicerídeos

21 de setembro de 2026 · 6 min de leitura

O que cada linha do perfil lipídico significa, quais valores costumam ser usados como referência e por que a meta de LDL muda de pessoa para pessoa.

O perfil lipídico é o exame de sangue mais pedido no Brasil depois do hemograma. Ele aparece em todo check-up e em todo acompanhamento de pressão alta e diabetes. Mesmo assim, a maioria das pessoas sai do laboratório sem saber o que cada linha quer dizer. Este guia explica, sem substituir a conversa com o seu médico.

As quatro linhas do exame

Colesterol total. É a soma de todas as frações. Sozinho, diz pouco: uma pessoa com HDL alto pode ter colesterol total acima de 200 e estar bem, e outra com HDL baixo pode ter 190 e precisar de atenção. Os laboratórios costumam imprimir "desejável abaixo de 190 mg/dL" para adultos.

LDL, o "colesterol ruim". É a fração que, em excesso, se deposita na parede das artérias. É o número que os médicos mais olham. E é também o número cuja meta mais varia: para quem não tem fatores de risco, abaixo de 130 mg/dL costuma ser aceitável; para quem tem diabetes, já teve infarto ou tem risco alto, a meta pode ser abaixo de 100, 70 ou até 50. Por isso, o laboratório imprime uma faixa genérica e o médico define a sua.

HDL, o "colesterol bom". Ajuda a remover colesterol das artérias. Aqui, mais alto é melhor: acima de 40 mg/dL para homens e acima de 50 para mulheres são os cortes mais usados. HDL baixo é um dos cinco critérios da síndrome metabólica.

Triglicerídeos. São a gordura que circula no sangue e que sobe com álcool, açúcar, carboidrato em excesso e jejum curto. Abaixo de 150 mg/dL em jejum é o valor de referência mais comum. Um valor alto isolado, depois de um fim de semana de festa, não define nada. A repetição é que conta.

Jejum ou sem jejum?

Desde 2017 as diretrizes brasileiras aceitam o perfil lipídico sem jejum para a maioria das situações. O que muda é o triglicerídeo, que sobe depois de comer. Se o seu laudo veio com triglicerídeo alto e você não estava em jejum, o médico pode pedir a repetição em jejum antes de decidir qualquer coisa.

O que importa mais que um valor isolado

Um exame é uma foto. O que o médico quer ver é o filme: o LDL está subindo há três anos ou está estável? O HDL caiu depois que você parou de caminhar? Duas medições com um ano de intervalo dizem muito mais que uma medição perfeita.

É por isso que guardar todos os laudos, e não só o último, muda a consulta. Com o histórico na mão, a decisão sobre remédio, dieta ou só observação fica mais segura.

Um cuidado com a faixa de referência

Cada laboratório imprime a sua faixa, e elas nem sempre coincidem. Um laudo pode marcar "acima da referência" com LDL 135 e outro não. O que vale é a meta que o seu médico definiu para você, não a seta do laboratório. Falamos disso em detalhe no texto sobre faixa de referência.

Resumindo

Texto educativo. Não substitui a avaliação do seu médico. Faixas citadas seguem as diretrizes brasileiras de dislipidemias e podem mudar com a sua condição.

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