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Quais exames repetir e quando: diabetes, pressão alta, colesterol e tireoide

20 de setembro de 2026 · 7 min de leitura

Os intervalos de acompanhamento mais usados nos protocolos brasileiros para as quatro condições crônicas mais comuns, e por que contar de cabeça não funciona.

Quem convive com uma condição crônica ouve do médico "repete daqui a seis meses". Depois a vida acontece, e o exame é feito um ano e meio depois. Não é descuido: é que ninguém guarda de cabeça a data de quatro ou cinco exames diferentes, para si e para os pais.

Abaixo estão os intervalos mais usados nos protocolos das sociedades brasileiras para as quatro condições mais comuns. São pontos de partida; o seu médico ajusta pelo seu caso.

Diabetes tipo 2

Exame Intervalo usual
Hemoglobina glicada 3 meses até a meta; depois 6 meses
Glicemia de jejum 6 meses
Perfil lipídico (CT, LDL, HDL, TG) 12 meses
Creatinina com filtração estimada 12 meses
Potássio 12 meses
Microalbuminúria (urina) 12 meses
Fundo de olho 12 meses

Hipertensão arterial

Exame Intervalo usual
Creatinina e potássio 12 meses
Glicemia de jejum 12 meses
Perfil lipídico 12 meses
Ácido úrico 12 meses
Eletrocardiograma 12 meses ou a critério

Dislipidemia (colesterol alto)

Exame Intervalo usual
Perfil lipídico 6 meses até a meta; depois anual
TGP (enzima do fígado) 12 meses, para quem usa estatina
Glicemia de jejum 12 meses

Hipotireoidismo

Exame Intervalo usual
TSH 6 a 8 semanas após ajuste de dose; estável, 6 a 12 meses

Por que o intervalo importa tanto

O exame repetido no prazo certo é o que permite ao médico ajustar a dose antes que o problema apareça. A glicada que ficou um ano sem medir, o potássio que subiu com o remédio novo e ninguém viu, o TSH que saiu da faixa depois da troca de marca: são situações comuns e evitáveis.

Como não perder a data

A forma mais simples é anotar a data do próximo exame logo depois de guardar o laudo atual. Um caderno, uma nota no celular ou um app que faça a conta a partir do último resultado. O importante é que a conta seja feita a partir do exame, não da consulta: se o exame atrasou, o próximo também precisa se ajustar.

No MAPE.IA, os intervalos acima estão em protocolos que a médica da equipe assina. O app calcula a data a partir do seu último laudo e mostra o que está em dia, o que vence em breve e o que passou. Para quem cuida dos pais, isso vale por pessoa.

Intervalos de referência baseados nas diretrizes da SBD, SBC e SBEM, simplificados. Seu médico pode definir prazos diferentes.

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